Você já se perguntou se o otimismo tem o lugar que merece em sua vida?
Nós sabemos que esse tema é um pouco controverso. Tem a turma que acha que não passa de "conversa fiada" dos livros de autoajuda, enquanto outra acredita que esse sentimento é sim um ingrediente essencial para levar uma vida mais saudável. Mas, o que seria exatamente uma pessoa otimista? É aquela que tem a disposição interna de enxergar o lado bom em tudo e sempre acredita numa solução favorável a qualquer situação.
A ciência vive tentando explicar a real influência do otimismo sobre as nossas vidas. Uma pesquisa publicada na Current Directions in Psychological Science sugere que os bons pensamentos podem ser um poderoso antídoto para o estresse, a dor e as doenças. De acordo com os pesquisadores, existem vários caminhos através dos quais uma atitude positiva pode retardar o aparecimento dos problemas de saúde. Por exemplo, as pessoas mais felizes podem ter uma postura mais pró-ativa com relação ao envelhecimento, e por isso se exercitam regularmente. Segundo a pesquisa, essas pessoas também podem evitar comportamentos menos saudáveis, como fumar.
E por que isso poderia ser considerado ruim? Os que criticam afirmam que o otimismo costuma fazer parte de uma ilusão de "vida perfeita" tornando-se, por sua vez, uma espécie de fuga da realidade. O otimismo benéfico não pode ser uma visão errônea de que tudo é perfeito e não há problemas. Ele deve ser baseado no que é real. O otimismo deve ser uma forma positiva de enfrentar os problemas dentro das possibilidades reais. Caso contrário, realmente é uma fuga, um mecanismo de defesa.
Quem é um otimista?
O otimismo é uma característica de uma pessoa. Para quem a possui, é natural ter pensamentos positivos e favoráveis. Um exemplo de quem vive assim? A pessoa otimista assiste aos noticiários e sua atenção, qualidade cognitiva seletiva, volta-se aos aspectos bons das notícias. Por exemplo: em vez de concentrar a atenção nas pessoas que choram, que perderam seus pertences com as chuvas, eles concentram sua atenção nos voluntários e na beleza da solidariedade.
Não desanime se você não é nem um pouco assim. O otimismo pode ser exercitado. A pessoa que está aprendendo a ter essa característica também pode optar em concentrar sua atenção nos aspectos positivos de uma notícia, de seu país e de sua vida. Todos nós passamos por momentos desfavoráveis e o otimista também. Só que, felizmente, ele se reergue mais facilmente perante às adversidades, pois o otimismo afeta diretamente outra característica muito importante para vivermos atualmente: a resiliência (termo emprestado da física pela psicologia, que significa a capacidade de voltar ao estado emocional anterior, após uma experiência dolorosa, traumática ou desagradável).
Otimistas vivem mais
O pensamento positivo é um aliado da longevidade.
Estudos recentes da Universidade de Kentucky e de Yale, nos Estados Unidos, constataram que pessoas otimistas apresentam uma maior expectativa de vida, podendo viver cerca de 6 a 10 anos a mais do que as pessoas negativas. Quer usufruir desses benefícios? A psicóloga Sylvia Sabbato afirma que para isto, seria necessário aprender a ser otimista. Quem não traz essa característica como herança genética ou psicológica familiar pode aprender a ser otimista imitando os exemplos, convivendo com pessoas otimistas e até se submetendo a tratamentos psicológicos.
Um outro estudo publicado no jornal da Associação Americana de Psicologia concluiu que os idosos otimistas apresentam menor declínio físico e se mantêm saudáveis por mais tempo do que aqueles que não tem essa característica . É importante cultivar esse estilo de ver a vida nessa faixa etária, principalmente porque ele gera boas emoções e favorece novas ideias.
O idoso que tem boas emoções alimenta projetos para a terceira idade, mesmo que o projeto seja "ter uma velhice feliz". Novamente, ocorre o processo de liberação de substâncias saudáveis no organismo, por meio dos sistemas imunológico, fisiológico e endócrino, atuando diretamente na saúde física, proporcionando, assim, um atraso no declínio físico desses idosos.
Jovens com mais autoestima
Uma pesquisa publicada na revista científica Pediatrics mostra que o otimismo em jovens protege contra a depressão, pois confere mais autoconfiança e diminui os pensamentos negativos.
Durante a adolescência, uma área do cérebro responsável pelo prazer, chamada de "sistema de recompensas" fica diminuída (a partir de 11 anos em meninas, e 13 em meninos), para que eles se desinteressem de temas infantis e busquem temas mais maduros. É isso que causa o famoso tédio no adolescente. É muito importante que o otimismo, a sensação de que tudo vai dar certo, esteja presente na vida desses jovens. É isso, além da maturação biológica e da vida em família, que vai garantir que o jovem não se envolva com drogas, álcool e situações de risco. O jovem otimista se vê vencedor no futuro e busca esse caminho.
A escolha é sua! Ser feliz deve ser sempre nosso objetivo.
Fonte: Minha Vida
|