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Hospital Santa Clara realiza 1º procedimento cardíaco com ‘Monitor de Eventos’, inédito em Uberlândia
Seg, 05 de Julho de 2010 15:49
 

  Considerado de alta complexidade, procedimento auxilia no diagnóstico que pode apontar a necessidade de implante de marca-passo ou tratamento específico com uso de medicamento.

Um procedimento de alta complexidade foi realizado no Hospital Santa Clara no dia 17 de junho. Um dispositivo chamado Monitor de Eventos que permite monitoração contínua de episódios arrítmicos do coração, ou seja, um aparelho que acompanha cada batida do coração, através de sinais elétricos, foi implantado no tórax de um paciente de 83 anos. O procedimento aponta possíveis problemas cardíacos. Esse foi o primeiro Monitor de Eventos implantado em hospitais particulares do interior de Minas Gerais.

O dispositivo é implantado em pessoas que sofrem tonturas ou desmaios sucessivos e que não são diagnosticados por investigação clínica. Ele tem a função de identificar quais são as causas. Dois aparelhos compõem o aparelho. O primeiro, que é do tamanho de um pen drive de computador, é implantado na região subcutânea do tórax entre os músculos do peito e as costelas. O segundo é um dispositivo externo, semelhante a um aparelho MP4, que possibilita ao próprio paciente acompanhar a leitura cardíaca diária.

O Monitor de Eventos auxilia no diagnóstico que pode apontar a necessidade de implante de marca-passo ou tratamento específico com uso de medicamento. O medidor pode ficar por até 14 meses implantado no paciente. A visita ao consultório deve ser a cada três meses para avaliar o monitoramento.

“Se nesse tempo não descobrirmos as causas, significa que não é problema cardíaco. As informações ficam armazenadas, o que me permite fazer uma análise precisa sobre o caso. Em cada retorno ao consultório farei a leitura do dispositivo para avaliar o período. A implantação pode ser feita no ambulatório”, explica o cardiologista do Hospital Santa Clara que realizou o procedimento, Petrônio Rangel Salvador Júnior. Também participaram do procedimento os médicos cardiologistas, Marcelo Carrijo Franco e Elias Esber Kanaan.

R. J. de 83 anos, sente alterações cardíacas, mas ainda não descobriu a causa. Por isso, resolveu se submeter ao procedimento para auxiliar no diagnóstico. “Estou me sentindo bem após a implantação do dispositivo. Agora é esperar para descobrir a causa dessas alterações”, considera o paciente. O Monitor de Eventos existe no Brasil desde 2002.

 Serifa Comunicação