Saúde em Destaque

12/08/2019

Falta de libido é uma disfunção e pode ser revertida

A libido é o desejo ou impulso sexual que homens e mulheres possuem. Ela está vinculada a aspectos emocionais e psicológicos e esses fatores podem acarretar a diminuição desse desejo. A falta de libido é um problema muito recorrente nas mulheres e é considerada uma disfunção sexual, chamada de desejo hipoativo.

            A ginecologista Dra. Márcia Heloísa Fogaça de Aguiar César, explica que a causa da falta de libido nas mulheres está relacionada, principalmente, a patologias sistêmicas como diabetes e tireoidipatias. Outros fatores são a depressão e o uso drogas depressoras do sistema nervoso central, como: antidepressivos e antipsicóticos. “Relacionamentos conflituosos de longa duração, rotina no relacionamento, falta de sedução e disfunção sexual do parceiro são outros fatores que podem desencadear a falta de desejo”, esclarece a especialista.

Outra causa que pode diminuir a libido nas mulheres é o uso da pílula anticoncepcional. Segundo a Dra. Márcia Heloísa, ela diminui o nível dos androgênios, que são os hormônios masculinos. “Caso isso aconteça, seu médico deve ser informado para que seja providenciada mudança da pílula ou estudada a indicação de um novo método contraceptivo”, alerta Dra. Márcia.

A disfunção de excitação acomete 30% das mulheres e pode prejudicar a saúde sexual em qualquer idade. “A atenção deve ser ampliada para as mulheres na pré e pós-menopausa, em razão das queixas de ressecamento e atrofia genital coexistente”, pontua a ginecologista.

A sexualidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um aspecto central da vida humana e, por isso, dificuldades nas relações afetivas e falta de desejo sexual devem ser discutidos para que as mulheres desfrutem de uma vida sexual mais saudável.

O desejo hipoativo é reversível e é sempre possível recuperar a libido. “É importante que seja feita uma boa investigação das causas da falta da libido para instituir o tratamento adequado, abrangendo até seguimento psicoterápico”, finaliza Dra. Márcia Heloísa.

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