Saúde em Destaque

30/05/2019

Tabagismo é prejudicial em todas as fases da gestação

O índice de tabagismo para as mulheres tem crescido desde o século 20. De acordo com a OMS, atualmente, elas representam cerca de 20% dos fumantes no mundo. O tabagismo é um desafio para a saúde pública e a relação das mulheres neste quadro é cada vez mais preocupante. Além dos riscos de doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, neoplasias malignas (mama, pulmão e colo de útero), a prática associada à gestação é extremamente perigosa.

Mulheres que desejam engravidar, ou estão grávidas, devem cortar o uso de cigarro imediatamente, pois esse hábito é prejudicial à gestação em todas as fases. A ginecologista e obstetra, Dra. Shaira Vieira Lara, explica os principais riscos do tabagismo associado à gravidez.

 

Uma fumante que deseja engravidar deve seguir quais passos?

Dra. Shaira: Para a mulher fumante que deseja engravidar, o primeiro passo é a cessação do tabagismo no mínimo seis meses antes de engravidar, sendo que o ideal seria um ano. Não existe quantidade segura para o tabagismo na gravidez. O mesmo e válido para o homem, que pode reduzir a qualidade dos espermatozoides quando fumante. A cessação do tabagismo em qualquer momento da gestação é benéfica para o feto e a mãe, porém, parar de fumar no início da gravidez irá produzir os maiores benefícios.

 

Quais são os riscos associados à gravidez e o tabagismo para a mãe?

Dra. Shaira: O tabagismo pode levar a infertilidade, hemorragias e abortos espontâneos. Também pode levar a nascimentos prematuros, comprometer a duração da gestação devido complicações com a placenta, ruptura prematura das membranas e parto prematuro.

 

E para o bebê?

Dra. Shaira: Para ele pode ocasionar baixo peso ao nascer, morte fetal, aumento do risco para doenças respiratórias, malformações, problemas cardíacos e obesidade da criança. O bebê de mãe tabagista pode, também, nascer com dependência química da nicotina.

 

E após o parto? O hábito de fumar afeta o recém-nascido?

Dra. Shaira: A exposição da criança aos malefícios do cigarro, principalmente durante o período de amamentação e nos seus primeiros meses de vida pode causar danos irreparáveis para a sua saúde no futuro.  Na amamentação a mãe acaba passando substâncias tóxicas para o bebê. Nesses casos, após cada mamada, o bebê poderá apresentar agitação, choro, vômitos e até mesmo alterações do seu ritmo cardíaco. A criança exposta continuamente a um ambiente de fumantes pode sofrer consequências por toda a sua vida, tais como: retardo de desenvolvimento mental, déficit de atenção, menor estatura, maior ocorrência de doenças respiratórias, agravamento de processos alérgicos, dentre outros. Esses são alguns dos danos que o hábito de fumar durante a gravidez pode causar ao bebê.

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