Saúde em Destaque

20/05/2019

Álcool e tabagismo aumentam a incidência do ronco

Segundo a Associação Brasileira do Sono, 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam e, com o passar dos anos, esses dados tendem a aumentar. Essa prática costuma ser motivo de desconforto para quem sofre desse incomodo e, também, para as pessoas que tem de conviver com o barulho. Para esclarecer algumas dúvidas sobre esse quadro que é muito comum na sociedade, entrevistamos a otorrinolaringologista Leda Maria Vieira Carneiro.

 

Por que as pessoas roncam?

Dra. Leda: O ronco é o efeito sonoro da vibração causada pelo afunilamento de onde passa a coluna de ar na faringe. Portanto diversos fatores que causam este estreitamento contribuem para o aparecimento do ronco: amígdalas e adenoides muito grandes, tumores, desvios de septo nasal, hipertrofia de conchas nasais, pólipos e demais patologias que causam obstruções nasais, faríngeas, hipertrofia de úvula e palato mole, etc.

 

É possível tratar o ronco?

Dra. Leda: O tratamento do ronco depende do fator etiológico. Algumas causas são cirúrgicas como: amigadalectomia, correção de desvios septais e de conchas nasais, uvulopalatofaringoplastias, ressecção de tumores, entre outras.

 

Como evitar roncar?

Dra. Leda: Alguns fatores evitam o ronco, como: dormir de lado. Pois, ao dormir de barriga para cima, abrirmos um pouco a boca, a mandíbula se deslocar para baixo e para trás, pressionando a faringe e a língua cai de lado. Combater a obesidade auxilia na prevenção do ronco, pois ela causa relaxamento da musculatura, recuo da base da língua agravado pela posição do queixo e infiltração gordurosa. O álcool e medicamentos à base de diazepínicos, também agravam o caso, pois eles relaxam o músculo da faringe piorando o ronco. O refluxo gastroesofágico, o tabagismo e o álcool podem irritar a faringe, provocar inchaço e, consequentemente, aumentam a incidência do ronco.

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