Saúde em Destaque

13/06/2018

Diarreia nem sempre é provocada por alimento estragado

Associamos a diarreia, geralmente, a algo que comemos, mas se isto está acontecendo com certa regularidade, pode não ser um alimento estragado. As causas de diarreia aguda podem ser bacterianas, virais, parasitárias e as não infecciosas. A maioria das diarreias agudas são autolimitadas e duram poucos dias, porém, se houver febre, sangue ou muco nas fezes ou persistência dos sintomas por mais de uma semana sugere-se procurar um gastroenterologista para avaliação do quadro clínico.

As causas das não infecciosas envolvem medicamentos, doença inflamatória intestinal e alergia alimentar. As alergias alimentares mais comuns nos adultos são relacionadas aos peixes, mariscos e frutos secos. As mais comuns nas crianças são ligadas ao consumo de leite e ovos, mas também, aos amendoins, outros frutos secos e ao peixe.

Outras doenças que causam a diarreia são hipertireoidismo, síndrome do intestino irritável, diabetes descompensada e doenças autoimunes.

Qualquer pessoa pode apresentar diarreia infecciosa, mas há comportamentos que aumentam o fator de risco como viajar para lugares que não têm saneamento básico, consumo de cafeína e álcool em excesso, fumar e ingerir água ou alimentos contaminados. A diarreia é transmissível, por isso, é fundamental manter a higiene pra não contaminar toda a família.

Os principais sintomas de diarreia infecciosa são fezes líquidas, cólicas abdominais, inchaço, náuseas e febre. E como geralmente são quadros autolimitados, o tratamento se baseia em hidratação e ingestão de uma dieta pouco fermentativa (sem açúcar, gordura, leite, alimentos crus).

Ter diarreia com frequência não é normal. Por isso, é preciso consultar um médico para investigar as possíveis causas do intestino solto.

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