Saúde em Destaque

06/06/2018

Teste do Pezinho pode detectar até 50 doenças em recém-nascidos

O Teste do Pezinho é um importante exame para detectar precocemente algumas doenças que podem afetar o desenvolvimento do bebê e ter manifestações graves se não tratadas. Ele é obrigatório - por lei, desde 1992 - para todos os recém-nascidos e deve ser realizado entre o quinto e décimo dia de vida do bebê. O teste consegue identificar, segundo o Ministério da Saúde, até 50 doenças que afetam o desenvolvimento físico, motor e neurológico da criança.

O exame consiste em retirar uma amostra de sangue do bebê, e devido a facilidade de coleta do sangue no pé do bebê, foi nomeado “Teste do Pezinho”, mas pode ser feito com uma amostra de sangue colhida em qualquer outra parte do corpo sem problemas. Dói como qualquer outra coleta de sangue.

Dependendo da idade gestacional e do peso de nascimento, o teste deve ser repetido com 30 dias de vida e em alguns casos, com 6 meses de vida.

O exame pode ser realizado na rede pública ou particular. O teste do pezinho público detecta as principais doenças e é considerado excelente e suficiente. Ele detecta: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, hemoglobinopatias, hiperplasia congênita de suprarrenal, fibrose cística e deficiência de bioatinidase.

O teste da rede particular mais comum, além dessas doenças já citadas, detecta também aminoácidopatias, e outros tipos de testes do pezinho particulares, detectam além de todas as doenças anteriores, a deficiência de G6PD, a toxoplasmose congênita e a galactosemia.

O exame é feito com o bebê ainda nos primeiros dias para que, caso haja a necessidade de algum tratamento, isso aconteça antes que as doenças afetem o desenvolvimento do bebê. A maioria das crianças não apresenta sintomas nos primeiros meses de vida, por isso, a necessidade de fazer um exame para checagem. 

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