Saúde em Destaque

04/12/2017

O estresse atinge o cérebro e afeta seu desempenho

A vida é feita de experiências positivas e negativas. Acreditar que uma pessoa passará apenas por experiências positivas e que não terá desilusões ou tristezas em nenhum momento que a levem ao “estresse” é uma utopia. Na verdade, até as experiências negativas podem ser benéficas no sentido de nos fazer aprender com os erros e adaptarmos melhor as adversidades.

 

Mas afinal, o que é estresse?

Apesar de muito usado no dia a dia o conceito de estresse continua polêmico. Estresse é usualmente definido nos dicionários como o “conjunto das perturbações orgânicas e psíquicas provocadas por vários estímulos ou agentes agressores”.

Pessoas que lidam de forma ruim com o estresse podem apresentar várias consequências danosas à sua mente e ao seu organismo. O estresse prolongado pode levar a depressão e ansiedade.

Indivíduos deprimidos tendem a se sentir tristes a maior parte do tempo, sem prazer nas atividades cotidianas e ficam irritados facilmente. É frequente que o indivíduo tenha alterações do apetite e do sono. Já a ansiedade pode provocar um medo, uma angústia intensa de que algo ruim irá acontecer, por vezes levando palpitações, falta de ar e tremores no corpo.

De acordo com o neurologista do Hospital Santa Clara, Dr. Lauro Figueira Pinto, estresse, depressão e ansiedade reduzem a capacidade do indivíduo em manter o foco e a atenção e podem levar a alterações de memória. “Estudos têm mostrado que estas doenças podem levar a alterações em áreas do cérebro relacionadas à memória, em particular o hipocampo e predispor a Doença de Alzheimer”, explica o doutor.

Por outro lado, o estresse mantido pode aumentar os níveis de cortisol e adrenalina no organismo levando a obesidade, hipertensão, diabetes e aumento do risco de infarto e derrame.

Sem a pressão (estresse) do dia a dia não nos sentiríamos motivados a inovar, nos adaptar, seguir adiante. As adversidades nos levam a aprender e melhorar como seres humanos. O estresse deve ser uma ferramenta usada para canalizar as nossas energias e não as esgotar com o sofrimento.

 

Como é possível lidar melhor com o estresse?

“Não há uma solução ou remédio para todas as situações. O importante é dar ao fato a devida importância e buscar estratégias para vencer os desafios colocados pelo estresse. Os exercícios físicos feitos de forma regular são extremamente benéficos para o controle tanto do estresse quanto dos transtornos de humor. Estudos mostram efeitos benéficos também para a melhora do sono, da dor e até na prevenção do Alzheimer. Pessoas que se exercitam reduzem também o risco de obesidade, hipertensão, diabetes, infarto e derrame”, auxilia Dr. Lauro.

Desta forma os exercícios físicos são aliados poderosos no combate ao estresse. Recomenda-se que adultos se exercitem pelo menos 150 minutos por semana, divididos ao longo de, no mínimo, 3 dias.

“Para pessoas que não encontram mecanismos para lidar com a dor e que já apresentam sintomas de depressão e ansiedade, o ideal é procurar um profissional para ajudar com medicações ou psicoterapia. É importante não perder as esperanças e procurar ajuda para controlar o estresse e não deixar que ele te controle”, finaliza o neurologista.

Conteúdo: Kompleta Comunicação - Assessoria de Imprensa

Fonte: Dr. Lauro Figueira Pinto

Especialidade: Neurologia

CRM: 45406 RQE: 32107

 

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